Indicadores do mercado imobiliário para 2018

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Por Renato Avelar (*)

Para o segundo semestre de 2018 os indicadores do mercado imobiliário são otimistas. Depois de dois anos de incertezas e desaquecimento do mercado de imóveis, como foi 2016 e 2017, os índices de vendas e aluguel de imóveis diminuiu em quase todas as regiões do Brasil, e logo, a demanda por novas construções também. Porém, a boa notícia é que o segundo semestre de 2018 promete ser um período de retomada econômica e aos poucos as coisas vão acontecendo.

Para o segundo semestre, as expectativas são favoráveis, e isso se deve principalmente ao pacote de medida econômicas que foi anunciado no país desde o início do ano passado. As taxas de juros estão caindo e os preços de imóveis estão mais estabilizados, gerando uma onda de otimismo no setor imobiliário.

Mas você sabe quais são as perspectivas para o mercado imobiliário no segundo semestre de 2018? Separamos as principais tendências apontadas por especialistas para você se programar para as mudanças do mercado de imóveis nos próximos meses.

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Diminuição de taxas de juros e inflação. A taxa de juros foi reduzida pela 5ª vez, e o mercado baixou sua previsão para 4,12%, por isso, a expectativa é que esse indicador fique abaixo da meta do ano, que seria 4,5%. Quando 2017 começou, a previsão era de 5,07%. Isso mostra, de forma bastante clara, que as perspectivas para o mercado imobiliário no segundo semestre são muito otimistas.

Essa situação reflete diretamente no poder de compra dos consumidores brasileiros e torna a compra de imóveis mais atraente.

Crescimento do Produto Interno Bruto (PIB)

A expectativa é que, ainda este ano, o PIB brasileiro cresça e o mercado está bastante positivo com essa melhoria, já que, no ano anterior, o índice caiu pelo terceiro ano consecutivo. Essa é uma mudança que contribui diretamente para a retomada do crescimento do mercado de imóveis, pois é um indicador utilizado para mensurar o comportamento da economia do país.

Redução da taxa de desemprego

Com o crescimento do Produto Interno Bruto do Brasil, é natural que a geração de empregos aumente, colaborando para a redução da taxa de desemprego. Com mais pessoas empregadas, aumenta o público que tem condições de adquirir um imóvel e conseguir crédito, fazendo a economia girar e o mercado de imóveis crescer.

A taxa de desemprego é um dos fatores mais decisivos para o mercado imobiliário, já que, dificilmente, uma pessoa sem trabalho irá comprar um imóvel ou se mudar de casa.

Mudanças nas regras de financiamento de imóveis

Outro ponto que influencia o mercado de imóveis são as regras para financiamento (veja mais informações aqui). As mudanças anunciadas pela Caixa Econômica Federal já estão tendo seus efeitos percebidos. A instituição aumentou o teto do financiamento de imóveis de R$ 1,5 milhão para R$ 3 milhões, além de lançar uma faixa R$ 1,5 milhão no programa Minha Casa Minha Vida.

Por isso, as perspectivas para o mercado imobiliário no segundo semestre são as melhores, afinal todas essas mudanças anunciadas pela Caixa Econômica Federal abrem novas possibilidades de compra de imóveis e amplia o público que pode financiar.

Boas notícias enfim surgem neste cenário político horroroso, por mais incrível que pareça a economia está descolada da bandidagem. O Brasil tem saída, acredito e trabalho pensando nisto, caso contrário já estaria, há muito tempo, fazendo parte das estatísticas em Miami.

(*) Renato é proprietário da Locamaxx, imobiliária sediada em Vitória-ES

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